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Dólar sobe 0,74% e fecha acima de R$ 5 após feriado no Brasil
Moeda teve queda no exterior. Banco Central cancela leilão cambial por problema técnico
13/10/2026 23h27
Por: Redação Fonte: Brasil247
Crédito: Akhtar Soomrov/Reuters

 O dólar comercial encerrou a sessão desta terça-feira (13) em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,0227, na retomada das negociações após o feriado no Brasil. A moeda estadunidense  voltou a superar a marca de R$ 5, mesmo diante de sua desvalorização no mercado internacional. Durante o pregão, o Banco Central cancelou uma operação de rolagem de contratos de swap cambial devido a um problema técnico. Apesar da valorização registrada no dia, a divisa acumula queda de 8,50% em relação ao real desde o início de 2026.

O comportamento do câmbio brasileiro contrastou com o desempenho do dólar diante de outras moedas. Enquanto a divisa avançou no mercado doméstico, perdeu valor em relação ao euro, à libra esterlina e ao iene. O índice internacional que acompanha a moeda dos Estados Unidos também operou em baixa durante a tarde.

No mercado futuro brasileiro, os contratos de dólar para novembro, que concentraram o maior volume de negócios na B3, acompanharam o movimento de valorização da moeda.

Às 17h15, o dólar futuro registrava avanço de 0,56%, negociado a R$ 5,0400.

A cotação desses contratos reflete negociações para liquidação em uma data futura e pode apresentar diferenças em relação ao preço praticado no mercado à vista.

Dólar avança no Brasil apesar de queda no exterior

O movimento cambial desta terça-feira apresentou diferenças entre o mercado brasileiro e as principais praças financeiras internacionais.

Às 17h05, o índice do dólar, conhecido como DXY, recuava 0,34%, aos 102,190 pontos. O indicador acompanha o desempenho da moeda norte-americana diante de uma cesta formada por seis divisas internacionais.

A queda do índice indica que o dólar perdeu valor, em termos agregados, em relação às moedas que compõem essa cesta.

Entre as principais divisas, o euro, a libra esterlina e o iene apresentaram valorização diante da moeda dos EUA.

O movimento também alcançou parte dos mercados emergentes.

O peso colombiano, a rupia indiana e o rand sul-africano avançaram em relação ao dólar, enquanto o peso mexicano registrou desvalorização.

Essas diferenças mostram que os mercados cambiais não acompanharam uma trajetória uniforme durante a sessão.

A cotação de cada moeda depende das condições de oferta e demanda, das expectativas sobre juros e da movimentação de recursos entre economias.

No Brasil, a alta ocorreu após a interrupção das negociações pelo feriado de 12 de outubro, data em que o país celebra Nossa Senhora Aparecida.

A retomada do mercado doméstico também envolveu ajustes de posições após o período sem operações regulares.

Banco Central cancela leilão de swap cambial

Durante a manhã, o Banco Central anunciou o cancelamento de um leilão regular destinado à rolagem de contratos de swap cambial.

A autoridade monetária atribuiu a decisão a um problema técnico.

A operação previa a oferta de 50 mil contratos, com referência ao vencimento de 3 de novembro.

Os leilões de swap integram os instrumentos que o Banco Central utiliza para administrar sua atuação no mercado de câmbio.

Por meio desses contratos, a instituição oferece proteção contra variações cambiais, sem necessariamente realizar operações de compra ou venda de moeda estrangeira no mercado à vista.

Na prática, o swap cambial tradicional permite que participantes do mercado obtenham exposição à variação do dólar mediante contratos financeiros liquidados em reais.

A rolagem desses instrumentos possibilita a substituição de contratos próximos do vencimento por outros com prazo mais longo.

O procedimento contribui para a continuidade da oferta de proteção cambial aos agentes financeiros que utilizam esse mecanismo.

O cancelamento desta terça-feira interrompeu a operação prevista para o período da manhã.

O Banco Central informou o problema técnico, mas os dados apresentados não permitem estabelecer uma relação direta entre o cancelamento do leilão e a valorização do dólar durante o pregão.

Moeda dos EUA acumula queda de 8,50% em 2026

Apesar do avanço registrado na sessão, o dólar mantém desvalorização acumulada diante do real desde o início do ano.

Com o fechamento a R$ 5,0227, a moeda passou a apresentar recuo de 8,50% em 2026.

O resultado mostra que a alta desta terça-feira não reverteu a trajetória acumulada no período.

As variações diárias do câmbio refletem negociações realizadas por instituições financeiras, empresas, investidores e outros participantes do mercado.

Entre os fatores que influenciam essas operações estão os diferenciais de juros entre economias, os fluxos de capital, a demanda empresarial por moeda estrangeira e as condições financeiras internacionais.

A comparação com o mercado externo também permite identificar momentos em que o real apresenta um comportamento diferente daquele observado em outras divisas.

Nesta terça-feira, a moeda brasileira perdeu valor diante do dólar, enquanto diversas moedas internacionais registraram ganhos.

Cotação do dólar influencia importações e operações financeiras

A taxa de câmbio representa uma referência para empresas que realizam transações internacionais e para agentes que mantêm compromissos financeiros em moeda estrangeira.

Quando o dólar se valoriza diante do real, produtos importados e pagamentos denominados na moeda norte-americana tendem a apresentar custos maiores em reais, caso os demais fatores permaneçam constantes.

A oscilação também influencia operações de empresas exportadoras, que recebem receitas em moeda estrangeira, e de companhias com dívidas vinculadas ao dólar.

No mercado financeiro, os contratos futuros permitem negociar expectativas sobre a cotação em datas posteriores e estabelecer mecanismos de proteção contra oscilações.

Essas operações contribuem para a formação dos preços e para a administração de riscos cambiais por empresas e instituições financeiras.

O fechamento desta terça-feira marcou o retorno do dólar à faixa acima de R$ 5, com valorização de 0,74% no mercado à vista.

Ao mesmo tempo, o índice internacional da moeda norte-americana registrou queda de 0,34% durante a tarde, enquanto os contratos futuros negociados na B3 apresentaram alta.