
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) realizou nesta terça-feira (1º) novas ações da Operação Premium Mandatum, em Juazeiro, no norte da Bahia. As 5ª e 6ª fases da operação resultaram na prisão de dez pessoas e no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão.
A ofensiva é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais Norte (Gaeco Norte) e busca avançar na apuração de grupos suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro em Juazeiro, Senhor do Bonfim e outras cidades da região.
Entre as ordens judiciais cumpridas, oito eram de prisão. Parte delas foi executada no Conjunto Penal de Juazeiro (CPJ). Segundo o MPBA, três detentos foram incluídos no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e transferidos para uma unidade prisional de segurança máxima.
Também foram registradas duas prisões em flagrante. Os 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços localizados em Juazeiro. As decisões judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal de Senhor do Bonfim e pela 2ª Vara Criminal de Juazeiro.
De acordo com as investigações, integrantes do grupo continuariam coordenando atividades criminosas mesmo estando presos. A suspeita é de que eles utilizavam pessoas que permaneciam em liberdade para dar continuidade às ações.
As apurações também apontaram possíveis novos integrantes de uma organização com atuação em Senhor do Bonfim. Entre os investigados está um advogado, cuja suposta participação ainda é objeto de investigação.
A operação contou com a participação da Polícia Militar da Bahia, por meio do Comando de Policiamento da Região Norte (CPRN), Rondesp Norte, 73ª, 74ª, 75ª e 76ª CIPMs, além da CIPE-Caatinga e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou o acesso a dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos eletrônicos que eventualmente tenham sido apreendidos. A medida poderá auxiliar os investigadores na identificação de contatos, movimentações e possíveis transações financeiras relacionadas ao grupo.
As investigações continuam e permanecem sob segredo de Justiça.